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Para que serviam as piramides

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  Os Antigos egipicios acreditavam que o faraó continuava a governar mesmo após a morte - ao deixar este mundo, ele se tornava Osiris, soberano do mundo dos mortos. Mas, para que isso acontecesse, era preciso preservar o seu corpo, mumificando-o e preservando-o com tesouros e oferendas. Para proteger o sarcófago e  suas riquezas, eram construídas grandes tumbas, das quais as piramides se tornaram os exemplos mais famosos.

O paraíso do antigo Egito

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Encontre a cada mês em Historia , na seção Memento, o posto de Benjamin Brillaud, aliás Nota Bene . Este mês, ele nos guia para a vida após a morte dos antigos egípcios. Uma passagem que está longe de ser fácil! Todos nós iremos para o céu, até eu... dizia a música. Devemos acreditar que Michel Polnareff foi resolutamente positivo, ou que não se deu ao trabalho de examinar as crenças do antigo Egito! Porque chegar ao outro mundo, que não tem nada de muito comparável ao paraíso cristão e é representado de maneira totalmente diferente de acordo com os tempos e os lugares, é uma verdadeira corrida de obstáculos! Esta vida de prazer em uma vida após a morte um tanto vaga é primeiro reservada para as elites antes de se abrir para as classes mais baixas. O corpo deve se beneficiar de um enterro e ser íntegro para poder se regenerar. Portanto, é necessário proceder à mumificação, um empreendimento relativamente desigual, dependendo de seus meios. Nos túmulos reais, encontramos textos funerár...

Uma Idade Média muito perfumada

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  Encontre a cada mês em Historia , na seção Memento, o posto de Benjamin Brillaud, aliás Nota Bene . Este mês, ele nos fala sobre a Idade Média de um ângulo olfativo muito perfumado. Da necessidade de limpar latrinas públicas e outras tarefas essenciais realizadas por homens da arte. Costuma-se dizer que a Idade Média é uma época suja. Isso é muito errado em relação à população, que antes cuida de seu corpo e de sua aparência. Mas a cidade é uma verdadeira tumba olfativa que traz de volta os aromas de uma Idade Média que adoramos fantasiar. Como as evacuações de resíduos não são realmente otimizadas, eles são evacuados jogando tudo diretamente para fora, por exemplo, no “espaço de rastreamento”, originalmente planejado para combater incêndios, que separa as moradias. Felizmente, devotos valentes lutam diariamente para limpar as cidades. Em Londres, por exemplo, os operadores de fezes oficiam para recuperar o material precioso e, uma vez fora da cidade, despejá-lo em locais estrat...

Relatos da Guerra

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Querida Irene: Então como tens passado? E os miúdos como estão? Devem estar enormes. Espero que se encontrem todos bem. Já passaram 6 meses e ainda me encontro neste sítio horrível a lutar pelo nosso país, mas a vida é assim, há que lutar pelos nossos direitos. Aqui vê-se de tudo mas o pior é ver um camarada nosso a morrer como eu vi ontem. Eu e esse camarada éramos amigos e tínhamos estado outro dia a falar de terras porque ele também gostava muito de ter a sua horta e cuidar dela. Eu, também muitas vezes, já pensei em desistir: como por exemplo pôr-me em cima dos sacos de areia, onde nós nos abrigamos, para levar um tiro em qualquer sítio e voltar para o meu país. Mas depois penso em vocês e não o faço. Então, como vão as coisas por aí? As nossas hortas? Deves precisar da minha ajuda mas, de certeza que conseguiste resolver essa situação….tu encontras sempre forma de resolver os problemas. Tenho tantas saudades tuas, dos miúdos, enfim… tenho saudades de tudo, do meu país, dos nossos ...

Relatos da Guerra

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França, 10 de Dezembro de 1915 Querida mãe: Espero que esteja tudo bem por aí. Não sabes o quanto estou a sofrer no meio disto tudo. Trabalhamos noites inteiras nas trincheiras, agora pergunto-me se vale a pena estas noites todas, horas de suor, quando vejo os meus amigos a sofrer. Estou farto de passar as noites em branco e, ainda por cima, mal comemos, ou seja não temos energia para trabalhar. Estamos fracos!! Dormir? Muito pouco. Sonhos? Já nem me lembro o que é isso. Pesadelos? Muitos, tenho-os todos os dias pois adormeço e acordo a ouvir as metralhadoras, o barulho dos carros blindados... Agora pergunto-me: " Nós fazemos isto tudo pela nossa terra. E eles o que estão a fazer por nós, se nem sequer um prato de comida nos dão?" Esta é a pergunta feita por todos os soldados que aqui estão e espero respondê-la em breve assim que chegar a casa. Estou cheio de saudades vossas, espero que os manos também estejam bem. Por favor, tenta responder à minha correspondência. Beijos do...

Seis fotos inacreditáveis do Rio Antigo

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Seis fotos inacreditáveis do Rio Antigo Por Marcos Pinheiro Recomendo a quem tiver oportunidade que procure no Google Maps pelos trechos apontados abaixo, para ver a impressionante diferença. Leblon Pode parecer inacreditável, mas o segundo metro quadrado mais caro do Brasil tinha essa aparência há menos de 100 anos, em 1919. O bairro era uma restinga praticamente desabitada. A ocupação efetiva começou apenas naquele ano, quando a Companhia Construtora Ipanema adquiriu terrenos e os vendeu em pequenos lotes. Apenas um ano depois, em 1920, o canal do Jardim de Alá e a Avenida Visconde de Albuquerque foram construídos. 2) Ipanema Se em 1928, no momento dessa foto, dissessem para os donos dessas casas que em 2014 seus metros quadrados seriam os mais caros do Brasil, eles provavelmente não acreditariam. Essa esquina com ar bucólico de cidade do interior é o encontro das ruas Barão da Torre e Teixeira de Melo, em Ipanema. Atualmente o local é bastante tumultuado, abrigando uma saída de me...

Semente de Favela 2

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Semente de Favela: jornalistas e o espaço urbano da Capital Federal nos primeiros anos da República – o caso do Cabeça de Porco (2) Semente de Favela: jornalistas e o espaço urbano da Capital Federal nos primeiros anos da República – o caso do Cabeça de Porco (parte 2) Richard Negreiros de Paula Historiador formado pela Universidade Federal Fluminense; foi bolsista no Núcleo de Pesquisas em História Cultural da UFF; autor da monografia intitulada Semente de Favela: imprensa carioca e moradia popular em fins do XIX – o caso do Cabeça de Porco, orientada pela Profª Drª Martha Abreu . Atualmente é o editorchefe da revista Cantareira – w.historia.uff.br/cantareira. ....... Sobre a inserção da opinião do jornalista no seu texto, Renato Ribeiro17 aponta que se partir “do texto e não do [assim chamado] contexto”, tais documentos seriam convertidos apenas em meros efeitos de um dado contexto, “quando muito são reflexos que exprimem tal ou qual aspecto social”, neste sentido, em vez de pensar o...